Curitiba - O Palácio Iguaçu não confirma os nomes que deixarão o governo na reforma do secretariado, prevista para ocorrer até abril. O governador Beto Richa (PSDB) já adiantou, porém, que entre sete e oito membros do primeiro escalão devem ser trocados. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os políticos com cargos nas administrações estaduais que pretendem concorrer em outubro têm até seis meses antes do pleito para se desincompatibilizar.
Eleitos deputados federais em 2010, Cézar Silvestri (PPS) e Ratinho Jr. (PSC) se licenciaram para assumir, respectivamente, as secretarias de Governo e Desenvolvimento Urbano. Enquanto o primeiro deve buscar a reeleição, o segundo pretende, como puxador de votos, disputar uma das 54 vagas na Assembleia Legislativa (AL) do Estado. Também não está descartada a hipótese de que ele apareça como vice na chapa de Beto.
Os outros secretários com perfis mais políticos do que técnicos são Cassio Taniguchi (Planejamento), do DEM, Reinhold Stephanes (Casa Civil), do PSD, Ricardo Barros (Indústria e Comércio), do PP, Ubirajara Schreiber (Relações com a Comunidade) e Edson Casagrande (Assuntos Estratégicos), ambos do PSB, além dos peemedebistas Luiz Claudio Romanelli (Trabalho) e Luiz Eduardo Cheida (Meio Ambiente). Destes, Barros é o mais cotado para disputar uma vaga na Câmara. Casagrande, Romanelli e Cheida, os dois últimos já vindos do Legislativo estadual, devem concorrer à AL.
Já Taniguchi, desgastado após a condenação por crime de responsabilidade, no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2010 (pena que acabou prescrevendo), desde o pleito passado decidiu não mais concorrer ao Legislativo. (M.F.R.)

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