Plebiscito sobre desarmamento será em outubro
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Eduardo Bresciani <br> Agência Estado 
Brasília - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), acertou ontem com os líderes partidários a apresentação de um projeto de decreto legislativo convocando um plebiscito para outubro deste ano sobre o desarmamento. Sarney afirmou que o plebiscito é melhor do que o referendo por agilizar o processo. No formato escolhido, o eleitor vai autorizar ou não o Congresso a aprovar uma lei proibindo o comércio de armas.
''Todos os líderes estiveram de acordo e apoiaram o projeto que eu vou apresentar estabelecendo para o mês de outubro, no primeiro domingo, um plebiscito'', disse o presidente da Casa.
O projeto apresentado por Sarney é de um decreto legislativo convocando a consulta popular. A proposta terá de ser apreciada pelo Senado e pela Câmara para se tornar viável. A pergunta a ser feita ao eleitor seria ''O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?''.
Para Sarney, o fato de em 2005 a maioria dos eleitores ter se posicionado de forma favorável ao comércio de armas não indica que o resultado se repetirá. ''Eu acho que a sociedade muda, o que nós estamos vivendo hoje não é o que vivíamos há alguns anos, precisamos repensar o que foi decidido. Acho que hoje nós temos opinião diferente.''
O presidente do Senado afirmou que a continuação do comércio de armas foi nociva para o Brasil. ''A população brasileira foi induzida a um erro porque nós estamos verificando que a venda de armas no País de nenhum modo atingiu aquilo que eles julgavam, que era garantir o cidadão, pelo contrário, ela só torna mais vulnerável o cidadão porque cada um que tem arma passa a ser objeto de procura dos bandidos e infratores para que com essa arma cometa crimes que a sociedade repudia.''
Governo
A discussão sobre o novo referendo do desarmamento é muito ''bem-vinda'', afirmou ontem o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Para Cardozo, a discussão do desarmamento é de vital importância para o país. Anteontem, ele anunciou a antecipação da campanha nacional do desarmamento para o dia 6 de maio. ''Sempre que conseguimos fazer boas campanhas, o nível de violência cai.''


