O Fórum Popular Contra a Venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel) inicia no próximo sábado uma campanha estadual pela realização de plebiscito que definiria oficialmente a opinião da população paranaense sobre o processo de privatização da estatal. Para ter validade legal, o plebiscito tem que ser aprovado por meio de um projeto de lei pelos deputados. O projeto de lei já está pronto e é de autoria do deputado José Maria Ferreira (PSDB). ''Todas as entidades acreditam que o plebiscito poderá ser aprovado. Tudo depende da pressão popular'', apostou o coordenador executivo do fórum, Nelton Friedrich.
Os representantes das entidades sindicais organizam movimentos separados na maioria dos municípios paranaenses. A intenção é fazer enterros simbólicos dos 27 parlamentares que votaram contra o projeto de iniciativa popular que previa a revogação da venda da Copel. ''Não nos sentimos derrotados neste processo. A população está conosco. Por isso, vamos brigar de todas as formas para que a Assembléia Legislativa aprove o plebiscito'', afirmou Florisvaldo de Souza, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Amanhã, a CUT realizará uma plenária sindical para o início de uma campanha contra o que ela chama de ''traidores do povo''. Serão cartazes e panfletos com os nomes dos deputados que votaram a favor da privatização da estatal. ''É uma forma de apontarmos quais são os deputados que ainda terão chance de se redimir com a população paranaense. Eles poderão correr atrás do prejuízo e aprovar a realização do plebiscito'', disse Souza.
Mesmo que os deputados rejeitem a proposta, o fórum pretende realizar o plebiscito sem validade legal. Seria apenas um plebiscito com validade política. ''Seja legal ou não, faremos uma ampla campanha no Estado com atos e carreatas. A campanha culminará com o plebiscito'', avaliou o sindicalista. A data provável da realização da consulta popular é o dia 12 de outubro.
Caso tenha validade e seja aprovada pelos deputados, a votação do plebiscito será realizada com o acompanhamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Votariam todos os maiores de 16 anos. O voto seria opcional, a exemplo do que ocorreu em Londrina com a decisão da não-privatização da Sercomtel Celular. ''O povo é que tem que decidir o futuro da Copel. Assim como os londrinenses fizeram em relação à Sercomtel'', reforçou o presidente regional do PC do B, Milton Alves.

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