'Plebiscito popular' termina hoje
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sábado, 06 de setembro de 2014
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Mais de 450 entidades, entre sindicatos, igrejas, universidades e representantes de movimentos sociais de todo o País estão se organizando para convocar uma Assembleia Constituinte Soberana, que se destine exclusivamente a implantar a reforma política. A mobilização do "plebiscito popular" começou no dia 1º de setembro e termina hoje, no Dia da Independência.
Apesar de não ter validade legal, a consulta tem como objetivo cobrar uma resposta dos parlamentares às mobilizações de junho de 2013, quando o sistema político vigente foi colocado em debate por parte da população. Na época, a presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a propor um plebiscito oficial sobre o tema, no entanto, até agora não conseguiu apoio suficiente para tirar a proposta do papel.
As organizações pretendem coletar assinaturas em apoio a um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, sugerindo, entre outras questões, que o financiamento das campanhas eleitorais seja exclusivamente público ou por doações de pessoas físicas, que os pleitos proporcionais ocorram em dois turnos e que haja paridade de gênero nas listas de candidatos. A expectativa é que dez milhões de pessoas participem desse processo.
"Pela agitação das redes e pelo trabalho feito em todos os Estados, a avaliação é de que será possível alcançar essa meta", afirmou o jornalista Pedro Carrano, integrante do Comitê Estadual do Plebiscito. Segundo ele, mais de 30 mil urnas fixas foram distribuídas em todo o Brasil, sendo duas mil no Paraná, em cidades-polo como Londrina, Maringá, Curitiba, Francisco Beltrão, Irati e Guarapuava. Há ainda a possibilidade de votar pela internet, no site www.plebiscitoconstituinte.org.br, ou em urnas volantes, levadas a diferentes espaços públicos. Além de responder à pergunta "Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?", o participante precisa informar o nome completo e o CPF.
Para a advogada Cibele Santos de Oliveira, militante da Marcha Mundial das Mulheres e também parte do comitê, a campanha é uma oportunidade de realizar um "processo pedagógico" com todos sobre o que é política. Ela lembrou que, apesar de as mulheres já participarem de forma mais ativa da política, ainda são minoria no Congresso e em outros espaços de representação. "(O plebiscito) É uma das formas de mostrar que podemos participar ativamente da construção de um Legislativo e de um Judiciário mais fortes", opinou.


