O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), e o presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), estiveram ontem à tarde reunidos com os juízes eleitorais Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura e Arquelau Ribas Araújo. O assunto foi a realização do plebiscito para decidir sobre a venda da Sercomtel Celular, marcado para o dia 19 de agosto.
Turini esteve acompanhado da procuradora jurídica do Legislativo, Mara Alice Gonçalves. ‘‘Foi uma conversa informal, um primeiro contato, ainda sem nenhuma decisão. Mas a avaliação foi positiva. Existe uma expectativa muito grande em relação a este plebiscito, que é o primeiro deste tipo a ser realizado no Brasil’’, disse o vereador.
Segundo ele, a Justiça ainda está aguardando uma resolução do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que irá definir as regras para a realização da consulta popular. A expectativa é que o TRE envie a resolução amanhã ou, no máximo, na segunda-feira.
Entre outros itens, o documento do tribunal vai disciplinar o uso da propaganda, a convocação e o funcionamento das seções eleitorais. ‘‘Por isso ainda não dá para adiantar muita coisa. Vamos aguardar essa resolução’’, disse Turini. ‘‘Mas assim que chegar o documento, eles (juízes) vão convocar a gente para tomar todos os encaminhamentos.’’
A atual administração considera que se a consulta sobre a venda da Celular for realizada no prazo estipulado, ainda haverá tempo hábil para uma possível negociação com o grupo italiano Telecom Italia Mobili (TIM). Inicialmente, Nedson nem queria realizar o plebiscito, mas essa proposta foi derrotada na Câmara. O receio é que, se o negócio não for fechado até o final do ano, a TIM pode desistir da compra porque já tem concessão para operar em Londrina pela Banda D a partir de janeiro de 2002.
Depois de passar pela Câmara, a realização do plebiscito foi aprovada na semana passada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nelson Jobim. Segundo informações do TSE, será necessário usar toda a estrutura de uma eleição normal. Os 298.738 eleitores de Londrina vão votar em 854 urnas. As folhas de votação com o número dos títulos serão confeccionadas pelo TSE.
Ainda segundo o tribunal superior, nos últimos seis meses foram realizadas 131 eleições não oficiais no Brasil. A urna eletrônica tem sido utilizada em eleições de diretorias de sindicatos, associações de empresas, centros de ensino, conselhos populares, entidades de classe, subprefeituras, associação de servidores, entre outros.

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