A consulta popular sobre a venda da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), que aconteceria hoje em Guarapuava, foi transferida para os dias 17, 18, 19, 20 e 21 deste mês. O decreto legislativo prevendo a consulta popular foi aprovado pela Câmara de Vereadores em setembro, mas o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu não participar do processo, como estava previsto inicialmente. Por isso, o plebiscito será organizado pelas entidades que integram o Fórum Popular Contra a Privatização da Copel.
De acordo com a coordenadora do Fórum em Guarapuava, Zeni Pereira, depois de quase um mês após o plebiscito ser aprovado no Legislativo, o TRE descartou a possibilidade de participar do processo alegando não ter qualquer responsabilidade por este tipo de iniciativa. Ainda assim, o Fórum Contra a Privatização decidiu manter o plebiscito, levando-o a todas as cidades do Paraná. ''A intenção é realizar a consulta no máximo de cidades possível e não só naquelas onde o plebiscito tinha sido aprovado'', comentou.
Urnas de papelão serão montadas em vários pontos de Guarapuava, como em escolas, igrejas, bancos e sindicatos. Presidentes de mesa, mesários e fiscais acompanharão a votação. Qualquer pessoa poderá votar, desde que apresente o título de eleitor. O pleito vai acontecer das 9 às 21 horas. As urnas serão lacradas ao final de cada dia e só serão reabertas no dia seguinte, na presença do eleitor. No dia 21, a votação termina mais cedo, às 17 horas, quando começa a apuração.
Dos sete municípios que aprovaram o decreto, instituindo o plebiscito municipal, Guarapuava é a que tem o segundo colégio eleitoral - com 98.207 eleitores. A expectativa é repetir os números obtidos durante a coleta de assinaturas para o projeto de iniciativa popular que impedia a venda da Copel, quando perto de 3 mil eleitores se posicionaram contra a privatização. O projeto acabou rejeitado na Assembléia Legislativa.

mockup