Curitiba - Com a eminente saída de Valdir Rossoni (PSDB), eleito para a Câmara dos Deputados, três parlamentares já são apontados como favoritos na disputa à Presidência da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, prevista para fevereiro de 2015. Além de Ratinho Jr. (PSC), que chega à Casa com a credencial de ter sido o deputado estadual mais votado do Estado, com mais de 300 mil votos, o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), e o primeiro-secretário, Plauto Miró (DEM), já lançaram seus nomes.
"É lógico que tendo ganhado a eleição de governador, nós temos a oportunidade de postular esse cargo. Eleição aqui na Casa é sempre muito acirrada. É prematuro fazer qualquer avaliação, mas o desejo de postular a presidência realmente existe", afirmou Traiano. Como "credenciais", ele lembrou o fato de ter passado por diferentes postos na AL e de estar há quatro anos na liderança do governo Beto Richa (PSDB).
O embate interno com Plauto, contudo, deve ser intenso. Reeleito para um sétimo mandato, o político de Ponta Grossa falou, em entrevista à FOLHA, que seu nome está oficializado desde às 19 horas de anteontem, quando a apuração das urnas chegava ao fim. "Começo agora a conversar com os deputados e partidos, para que no dia das eleições tenhamos uma chapa montada. E espero ter o apoio do Poder Executivo". Plauto também destacou o resultado do trabalho que desempenhou ao lado de Rossoni. "O primeiro-secretário é o ordenador de despesas, é ele quem administra. Conseguimos abrir a Assembleia e deixá-la mais transparente".
Nos bastidores, comenta-se que a base governista possa oferecer a Ratinho outro posto de destaque na Mesa Executiva da Casa. A reportagem não conseguiu contatar o parlamentar ontem. Em entrevistas anteriores, contudo, ele mostrou vontade de concorrer ao posto, até como forma de ganhar destaque para seu desejo maior: ser governador. "De qualquer forma, (o Ratinho) deve ser respeitado pela expressiva votação e pela grande bancada que fez aqui", ponderou Traiano. Já o atual chefe do Executivo preferiu não adiantar como se darão as articulações. "Se tivesse a bola de cristal, certamente eu iria melhor ainda na política", despistou.

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