A plataforma que o candidato da frente das esquerdas à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lançará na segunda-feira não proporá nenhum tipo de mudança na política cambial e vai defender uma bandeira até então empunhada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso: a estabilidade do real. As proposições fazem parte do esboço ainda incompleto da ‘‘Carta-Programa’’ de Lula, cuja primeira versão foi entregue segunda-feira aos coordenadores-gerais da aliança, pelos representantes do PT, PDT, PSB, PCB e PC do B, encarregados de elaborar o anteprojeto de programa de governo do petista.
No documento - que ainda depende da aprovação dos partidos para se tornar oficial - a aliança das esquerdas defende a ‘‘refundação da estabilidade da moeda’’, com base na solidez da economia. Petistas, pedetistas, socialistas e comunistas também fazem a defesa da redução da taxa de juros ‘‘em níveis internacionais’’, o controle de importações, o apoio à pequena e média empresa e o amparo à empresa nacional - medidas necessárias, segundo eles, para combater o desemprego. O desenvolvimento é apresentado como indissociável da criação de vagas no mercado de trabalho. No item privatização, as esquerdas limitam-se a propor auditorias nos processos de venda das ex-estatais para posterior decisão.

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