PLANTA DE VALORES
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Por 13 votos a favor do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), três contra, uma abstenção e duas ausências, a Câmara dos Vereadores de Londrina derrubou em sua última sessão do ano, o projeto de lei 333/09, do Executivo municipal, que pretendia rever a planta de valores para futuros reajustes do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Londrina. Apenas o líder do Governo, Sebastião dos Metalúrgicos (PDT), Zaqueu Berbel (PRP) e Roberto Fu (PDT) votaram a favor do projeto do prefeito Barbosa Neto (PDT).
Diante da decisão, uma plateia formada por munícipes da região da Gleba Palhano - um dos locais que sofreria maior reajuste, de até 500% - entoou de mãos dadas o Hino Nacional como forma de demonstrar sua satisfação. Antes, porém, muita manifestação foi feita. Um embate destes moradores munidos de faixas e cartazes com críticas ao texto, contra moradores do Morro do Carrapato, União da Vitória e Monte Cristo a favor do reajuste, agitou a sessão e, por várias vezes, fez o presidente da Câmara, José Roque Neto (PTB), ameaçar sua suspensão. Somente depois de muito discurso, a votação foi realizada já no início da noite.
O secretário de Governo, José do Carmo Garcia, disse que com o resultado se perdeu a oportunidade para corrigir distorções existentes na cidade. O projeto previa uma correção das distorções e das injustiças tributárias. Sua rejeição significa que tudo vai continuar como está. Quem perde é a cidade de não enfrentar este desafio nesse momento. Agora, sem esses recursos, o poder público terá que repensar todo seu programa, como o próprio prefeito já destacou.
Membro da Comissão de Justiça, Gerson Araújo (PSDB) comentou que os vereadores acreditavam que o prefeito convocaria seus técnicos e enviaria um projeto para ser debatido e até mesmo aprovado. A Prefeitura precisa de dinheiro, mas no momento em que pega um projeto que não foi bem elaborado, há disparidades difíceis de contornar. Tentamos até pensar em algo diferente, mas isso teria que vir do Executivo. Dessa forma, sentaríamos com calma e aprovaríamos. Não sendo possível, tivemos que
votar contra.
Sobre a declaração do prefeito que responsabiliza a Câmara sobre a falta de rescursos para o próximo ano caso o projeto não fosse aprovado, Araújo é categórico: Isso é jogada do prefeito. É pena que ele tome atitudes desse tipo. Ele sabe que não é assim. E sabe que agora, por decreto, pode estabelecer o aumento pela inflação. E depois, esse não é o único imposto. Basta que ele trabalhe bem. A partir do próximo ano, se for o caso, vamos preparar um aumento maior. Mas tudo com antecedência para podermos discutir, finaliza.


