Plano Real amplia nível de satisfação no País
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de julho de 1998
Agência Estado 
A pesquisa da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e do Ibope, realizada em julho, revelou que 55% dos entrevistados acreditam que o Plano Real melhorou ou melhorou muito a vida dos brasileiros. Este percentual é superior ao registrado na pesquisa anterior, feita maio, quando apenas 46% dos entrevistados deram respostas positivas. Esta foi a décima segunda edição da pesquisa CNI/Ibope, que é feita de três em três meses e apura o sentimento da população em relação a aspectos econômicos que afetam o dia a dia, considerando um universo de duas mil pessoas.
Cresceu, em relação a maio, o percentual do total de entrevistados que acreditam que o Plano Real vai ser um sucesso, totalizando 42%. No último estudo, apenas 33% registraram resposta otimista. A expectativa de fracasso também mostrou reversão. Em maio, o percentual do número de entrevistados pessimistas chegou a 21% e em julho, caiu para 12%. O trabalho de coleta dos dados da pesquisa CNI/Ibope foi realizado, em várias regiões do Brasil, no período de 11 a 15 de julho deste ano.
O binômio recessão e desemprego continua sendo apontado como a maior ameça ao Plano Real, mas agora divide a preocupação dos entrevistados com o aumento dos serviços públicos. Do total de entrevistados, 15% indicaram a recessão e o desemprego como problema, quando em maio este percentual era de 19%. A escolha em relação aos serviços públicos atngiu 15% dos entrevistados em julho, percentual superior aos 13% da pesquisa de maio.
A pesquisa CNI/Ibope sobre o sentimento da população em relação a este ano, independentemente do Plano Real, mostra que 61% dos entrevistados declararam ter tido, até o momento, um ano bom ou muito bom e 63% deram respostas otimistas quanto ao restante do ano.
Estes percentuaias refletem, em relação à última pesquisa feita em maio, uma melhora na avaliação dos aspectos econômicos que afetam o dia a dia das pessoas. No último estudo, estes percentuais foram de apenas 52% e 55%, respectivamente.
O medo do desemprego continuou alto, atingindo 61% dos entrevistados. Sendo que, 37% têm muito medo e 24% pouco medo. Este percentual é inferior ao de maio, que foi de 69%.


