Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ontem que o Plano Nacional de Defesa será examinado na próxima quinta-feira. Segundo ele, a indústria nacional será incentivada, o Brasil passará a ter uma atribuição ainda maior na América do Sul, com condições de ajudar no desenvolvimento dos países vizinhos.
''(O plano será uma) peça estritamente importante para o Brasil, sendo um exemplo de paz, concórdia e desenvolvimento na América do Sul'', disse o presidente no almoço oferecido aos oficiais militares no clube da Aeronáutica.
Lula lembrou ainda que o plano foi definido numa parceria dos ministros Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), além dos comandantes da Aeronáutica, Exército e Marinha.
De acordo com o presidente, o Brasil vive um ''momento especial'', pois lançou a idéia do Conselho de Defesa da América do Sul e atua de forma marcante na ''política de solidariedade'' com os países vizinhos.
Jobim afirmou que o plano tem duas perspectivas, uma técnica e a outra voltada para a indústria de defesa. ''Sendo a defesa o escudo do desenvolvimento'', disse. ''O presidente compreende, entende, e enfrenta as questões nacionais com absoluta transparência.''
O plano de defesa será examinado pelo Conselho Nacional de Defesa, em reunião no Palácio do Planalto.

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