Os primeiros projetos da eventual gestão de Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente compreendem alterações no Plano Amazônia Sustentável (PAS). Minc considera o projeto excelente, mas quer incorporar ao seu texto a proposta Desmatamento Zero em Sete Anos, formulada por organizações não-governamentais e voltada ao combate à devastação de florestas. O futuro ministro quer também ampliar e reformar as Áreas Protegidas da Amazônia (Arpas), integrar a comunidade científica nos processos de decisão do ministério e incluir o Exército na luta contra o desmatamento. A ação consistiria em estender ao País o projeto carioca de ''guarda-parque'', que teriam a função de zelar por áreas protegidas, com o apoio do corpos de bombeiros e dos militares.
Durante a entrevista, Minc defendeu o plantio de cana apenas em áreas distantes de florestas, criticou a substituição de mata por pastagens e anunciou que pretende recompensar financeiramente produtores que preservarem matas ciliares. Porém, alterou sua postura e evitou entrar em controvérsias sobre pontos de seu ''discurso'' quando ainda não pretendia assumir o cargo.

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