Evitar que o planejamento urbano do município se torne uma "colcha de retalhos" é uma recomendação do MP que o Ippul promete acatar
Evitar que o planejamento urbano do município se torne uma "colcha de retalhos" é uma recomendação do MP que o Ippul promete acatar | Foto: Ricardo Chicarelli/7-3-2016



Os fatos que se tornaram públicos com a Operação ZR3, de supostos atos de corrupção para mudanças pontuais de zoneamento, ampliaram a importância do debate do Plano Diretor Participativo de Londrina. O novo presidente do Ippul (Instituto de Planejamento e Pesquisa Urbano), Roberto Alves de Lima, disse que as ações do MP (Ministério Público) reforçam ainda mais as discussões sobre o projeto de revisão das diretrizes gerais que definem o planejamento urbano para os próximos 10 anos.

"A lei geral do Plano Diretor é prioridade máxima da atual gestão, e do Ippul, em pensar a cidade de forma orgânica e sistêmica", disse Lima, ao lembrar que o tema está em debate em conferência pública desde dezembro do ano passado. Ele adiantou que até setembro o projeto deverá ser encaminhado à Câmara Municipal. "Nós convidamos o Legislativo para participar desde o começo para que a aprovação seja célere e que não gere dúvidas", ressaltou. Já as oito leis complementares que compõem o Plano Diretor, entre elas a de Uso e Ocupação do Solo (zoneamento urbano), deverão ser encaminhadas a partir de 2019 e aprovadas até o final da gestão Belinati.

Para o presidente do Ippul, outra prioridade é acatar a recomendação do MP para evitar que o planejamento urbano se torne uma "colcha de retalhos", com mudanças pontuais a pedido de vereadores. "Qualquer intervenção que venha a ocorrer no plano deve ser analisada pelo aspecto regional." Para embasar o Plano Diretor, a Secretaria de Gestão Pública iniciou processo de licitação visando a contratação de uma empresa que irá fazer o plano de mobilidade urbana, no valor de R$ 4,3 milhões.

Réus na Operação ZR3, Luiz Guilherme Alho e Ignez Dequech foram afastados do CMC (Conselho Municipal da Cidade (CMC) por 180 dias. Os dois ex-conselheiros, juntamente com o servidor público Ossamu Kaminakagura, foram escolhidos para integrar a equipe que fará a revisão do Plano Diretor. Com a deflagração da ZR3, o Ippul teve que mudar o decreto, excluindo os réus da nova elaboração do planejamento do município.

MUDANÇA
Nado Ribeirete pediu demissão do cargo à frente do Ippul na terça-feira (27) e atribuiu sua saída a projetos pessoais incompatíveis com a exigência dos cargos. Roberto Lima era assistente direto de Rebeirete e estava à frente do Comitê Agiliza Londrina, criado para desburocratização de normas e leis vigentes. Advogado com especialização em Direito do Estado, o novo presidente do Ippul é membro associado do IBDU (Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico). Lima irá acumular, interinamente, o comando da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina).

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