Plano de habitação prevê 7 mil moradias
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de junho de 2013
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) deve lançar em no máximo duas semanas o Plano Municipal de Habitação Minha Casa Londrina, com meta de entregar 7 mil casas e deixar 3 mil encaminhadas até o final de seu mandato. O início do programa se dará com um pacote de quatro projetos de lei para alterar o zoneamento de áreas onde serão construídos os conjuntos residenciais. Segundo o presidente da Companhia de Habitação (Cohab), José Roberto Hoffmann, a primeira fase, nas quatro áreas, prevê a construção de 1.760 casas; a segunda etapa, mais 3 mil. Todas serão para pessoas com ganhos de zero a três salários mínimos.
Dois terrenos são na zona sul e precisam ser transformados em zona urbana hoje fazem parte da zona rural. Um deles, com cerca de 20 alqueires, pertence ao dono da construtora Bonora e Costa, Maurício Costa, e vai abrigar residências do Minha Casa Minha Vida. A área é contígua ao Residencial Nova Esperança. A princípio, o vereador Roberto Fú (PDT) apresentaria o projeto para a expansão urbana da área, mas, com o programa municipal, a Cohab decidiu encampá-lo. "O vereador desistiu de apresentar a lei e o Executivo vai encaminhar o projeto. Será necessário fazer o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança), mas esperamos que todos os procedimentos legais não demorem mais de três meses", declarou Hoffmann.
A outra área na zona sul fica logo depois do terreno de Costa e tem cerca de 50 alqueires. Estão previstas 3.200 casas nas duas áreas da zona sul. As outras duas áreas são na zona norte e vão abrigar cerca de 1.560 casas. Na Lei do Perímetro Urbano, aprovada em junho do ano passado, esses terrenos já fazem parte da área urbana será necessário apenas mudar o zoneamento para zona residencial 3.
Hoffmann disse que não é por falta de planejamento que as áreas da zona sul precisam, menos de um ano depois da aprovação da Lei do Perímetro Urbano, serem transformadas em área urbana. "É preciso ter interessados em fazer empreendimentos residenciais para transformar a área rural em urbana. O IPTU é muito mais caro que o ITR, o imposto de área rural. E quando uma área se torna urbana, há muito mais requisitos legais a serem seguidos", afirmou.


