A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, o Plano Diretor de Arborização do município. O documento, que vai dar as diretrizes para o plantio e manutenção das árvores nas ruas da cidade, prevê a adequação do sistema de abastecimento de energia elétrica para evitar as podas e cortes extremos.
O texto ainda precisa passar por segunda apreciação antes de ser encaminhado para sanção do prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Com a primeira votação, o texto segue para os vereadores sugerirem emendas.
O plano diretor traz as regras para plantio de árvores, podas e cortes e dá prazo de 15 anos para a adequação dos fios para que provoquem o mínimo de interferência possível na copa das árvores. A exigência é que passem a adotar a rede compacta, na qual só três cabos de alta tensão sejam unificados. A medida diminui a ocorrência de interrupções no fornecimento por interferência dos galhos.
Também obriga que as concessionárias de água e esgoto e dutos subterrâneos encaminhem à administração municipal as plantas das atuais instalações e dará preferência a planejamentos que evitem o corte de árvores em caso de expansão.
O texto traz uma lista de 20 árvores nativas que têm preferência no plantio. A proposta é de espécies maiores nos lados das ruas sem fiação elétrica e menores onde passam os fios.
Segundo o secretário do Meio Ambiente, Cleuber Moraes Brito, a proposta tenta eliminar o que ele chama de "demonização" das árvores. "Hoje nós temos uma arborização muito heterogênea, com conflitos e situações onde a árvore briga com a infraestrutura. Tem que ter uma diretriz para isso", afirma.
O secretário, entretanto, diz que apenas a aprovação do plano diretor não basta, mas é necessário investir em divulgação sobre quais espécies são as mais adequadas e o modo correto de executar as podas.

Demora

O projeto de lei foi proposto em 2010, durante a gestão passada, mas somente dois anos depois, em novembro do ano passado, a administração municipal promoveu audiência pública sobre o tema.
Em março deste ano, a atual gestão enviou um substitutivo e os documentos referentes às audiências públicas. No mês de abril, os textos foram encaminhados para o Conselho Municipal da Cidade para emissão de parecer.

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