Planilha de 2003 não inclui cláusula sindical
Segundo o coordenador da Área de Transportes da CMTU, Marco Antonio Bacarin, responsável pela elaboração das planilhas de custo do transporte coletivo, o último cálculo da tarifa, feito em maio de 2003, não inclui o item ''cláusulas sindicais''. ''Na nossa planilha deste ano, cláusulas sindicais não têm cobrança. Em 2001 eu não trabalhava neste setor, eu não teria dados para te responder'', afirmou.
Conforme uma cópia do resumo da planilha de cálculo tarifário de maio de 2001, da CMTU, quando a tarifa cobrada era de R$ 1,15, seriam destinados na planilha ao pagamento das cláusulas sindicais às duas empresas que operam o sistema em Londrina (TCGL e Francovig) quase R$ 300 ao mês por veículo.
''Eu entendo que o próprio manual da Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (Geipot) deixa a encargo do órgão público de definir (se inclui o item ou não na planilha). Tiramos da última planilha para baratear o custo da passagem'', complementou Bacarin.
O presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, que preside outras duas associações também citadas na ação, disse que deverá recorrer da liminar. ''A contribuição sindical é descontada dos trabalhadores e tem outras taxas sociais que são recolhidas pelas empresas, mas que fazem parte de uma negociação trabalhista'', disse. O presidente da Astrapar, José Faleiros, também afirmou que as contribuições sindicais são pagas pelos trabalhadores.
Através da assessoria de imprensa, as empresas TCGL e Francovig, e o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Municipal de Passageiros e de Características de Metropolitano de Londrina (Metrolon), Paulo Sérgio Bonjovani, preferiram se manifestar após a notificação da Justiça. A reportagem não conseguiu contactar a Expresso Nordeste e o presidente da Fetropassageiros, Ronaldo Silva.
Bacarin ainda rebateu a denúncia também formulada por Alexssandro de Souza, em ação popular, sobre a suposta inclusão da participação nos resultados e lucros (PRL) dos funcionários nos cálculos da tarifa. A ação tramita na 10 Vara Cível. ''Na planilha não está incluído o percentual da participação nos lucros. Quando as empresas mandam o pedido de readequação da planilha, as empresas incluem (a participação), mas nem sempre o poder público acata os pedidos'', disse.
Segundo a ação, a PLR estaria incluída no item benefícios da planilha. ''Neste item são incluídos o que determina o Geipot, que são o auxílio-alimentação, cesta básica, uniforme, convênio médico e outros. Outros benefícios dependem do poder público autorizar ou não. Pode até ter outras coisas, como seguro, mas não me lembro agora'', finalizou Bacarin.





