Planejamento pode ficar com Carlos Lessa
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2002
Agência Folha 
Brasília - O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, deve indicar nos próximos dias um nome alinhado ao PMDB para ocupar o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
A reportagem apurou que o preferido de Lula, elogiado inclusive em conversas com petistas, é Carlos Lessa, próximo ao PMDB do Rio de Janeiro. O segundo mais cotado para o cargo é o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, que tem bom trânsito no PMDB.
Segundo informou um petista que pediu para não ter seu nome identificado, Lula tem preferência pelos dois pelo perfil técnico, mas também político.
Mesmo sem ter anunciado todo seu ministério, Lula teria na manga uma reforma ministerial para metade de seu mandato. Dentre as mudanças, há a possibilidade de o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, mudar para o Planejamento.
A modificação abriria espaço para o senador eleito por São Paulo, Aloizio Mercadante, virar titular da Fazenda. Senador mais bem votado pelo Estado, Mercadante teve participação na escolha de Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central.
Nesse caso, a avaliação de que não causaria boa impressão Mercadante deixar de lado seu mandato no Senado para assumir um cargo no Executivo já não teria mais validade. Até a mudança, o senador eleito atuaria como líder do governo no Senado.
Dulci na Secretaria-Geral O secretário-geral do PT, Luiz Dulci, acertou com o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, sua nomeação para a Secretaria-Geral da Presidência da República. A reportagem, no entanto, apurou que as funções de Dulci serão diferentes das desempenhadas pelos secretários-gerais dos oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso.
Dulci vai atuar no relacionamento do governo federal com a sociedade, Estados e municípios. Terá, assim, funções de maior visibilidade e lidará com as pressões dos setores da sociedade. Sua relação com o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social será também maior.
Com a escolha de Dulci para a Secretaria-Geral, o coordenador-adjunto da transição, Luiz Gushiken, deve ficar com a Secretaria de Comunicação da Presidência.
Os contatos entre o governo federal e o Congresso Nacional ficarão a cargo do Ministério da Casa Civil, que terá José Dirceu como titular. Dirceu atuará nos bastidores e na articulação política junto aos congressistas, além de conversar com os partidos políticos.
Dulci, Dirceu e Gushiken fazem parte do núcleo duro que o PT está formando em torno de Lula, do qual fazem parte ainda o futuro ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o senador eleito Aloizio Mercadante.


