Planalto quer revalidar diploma de curso cubano
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sábado, 05 de fevereiro de 2005
Folhapress 
BRASÍLIA - Com a formatura da primeira turma de bolsistas brasileiros na Elam (Escola Latino-Americana de Medicina), em Cuba, prevista para o final deste ano, o governo Lula corre para garantir a revalidação automática desse diploma no país. O Conselho Federal de Medicina considera o curso ''inadequado'' e classifica a prioridade para Cuba como ''privilégio político inadmissível''.
O PT de Luiz Inácio Lula da Silva e o governo do ditador Fidel Castro têm longa história de amizade. A decisão de priorizar o assunto foi tomada em 2003, quando os dois governantes assinaram um protocolo de intenções.
O Itamaraty afirma apenas que a prioridade segue o fato de o protocolo já existir, mas não faz comentários sobre eventuais contatos com outros países. Para seguir carreira no Brasil, esses jovens hoje têm de passar pelo mesmo trâmite de todos os outros médicos estrangeiros: revalidar o diploma de graduação em universidade pública brasileira. Cada instituição define o tipo de prova a ser adotada.
O que o governo pretende é facilitar esse processo para os alunos vindos de Cuba. Alguns desses formandos consideram o atual trâmite de validação quase impossível, alegando ser um mecanismo do CFM de reserva de mercado para instituições nacionais.
O Itamaraty, após ouvir vários ministérios envolvidos no assunto, trabalha agora com a adequação do curso cubano, cujo modelo é inteiramente voltado para as linhas de saúde pública da ilha. O CFM argumenta que o ensino cubano forma um ''generalista básico'', apto a diagnosticar e tratar questões mais simples. Esse generalista precisa estudar mais três ou quatro anos para ser um ''generalista integral''. Depois disso, são outros três ou quatro anos para ter especialidade médica. De acordo com a Embaixada de Cuba no Brasil, há cerca de 500 bolsistas brasileiros estudando na Elam.


