Agência Estado
De Brasília
O Palácio do Planalto reagiu à pressão do Congresso e decidiu levar para o campo político as discussões sobre a reforma tributária, até agora limitadas às questões técnicas. Ontem, por determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso, as negociações em torno do novo modelo de impostos e contribuições sociais no País passaram a ser comandadas pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, e pelo ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, os dois principais articuladores políticos.
Hoje, o relator da reforma, deputado Mussa Demes (PFL-PI), reúne-se com o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, que deve apresentar suas sugestões à comissão. Ontem, também foi definido pelo Planalto que daqui por diante o secretário da Receita passará a ser o interlocutor técnico do governo junto ao Congresso para a reforma tributária. Até então, Maciel era o principal interlocutor do Executivo junto ao Congresso. O silêncio do secretário sobre o relatório preliminar de Demes gerou duras críticas da comissão no início desta semana.
Mesmo com os sinais emitidos pelo Planalto, os parlamentares já admitem que a reforma tributária ficará pela metade neste ano. Ontem, o vice-presidente da comissão, deputado Antônio Kandir (PSDB-SP), disse que a meta para este ano é votar a matéria na comissão e no plenário da Câmara.

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