Planalto nega uso político de verbas do Orçamento
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sexta-feira, 18 de maio de 2001
Agência FolhaDe Brasília 
O subsecretário-geral da Presidência da República, Marcelo Cordeiro, negou ontem que o governo federal tenha feito uso político das verbas destinadas às emendas dos parlamentares ao Orçamento da União para barrar a CPI da Corrupção. Em primeiro lugar, essa manipulação seria burrice porque seria algo muito vulnerável. A liberação de recursos é feita de forma transparente. Segundo, não teria efeito prático porque não é isso que decide o comportamento dos parlamentares, disse.
Ele acrescentou: O governo foi contra a CPI, sim, porque ela pararia o País, mas os argumentos usados com os parlamentares foram políticos. Esse governo tem um patrimônio a preservar. Não se arriscaria com esse tipo de manipulação.
Para tentar provar que não houve perseguição a quem apoiou o pedido de CPI, Cordeiro citou como exemplo o atendimento de 71 emendas, no valor de R$ 4 milhões, de 43 deputados e senadores da oposição que assinaram o pedido.
O subsecretário afirmou ainda que o pagamento dos restos a pagar estava represado desde o início do ano porque a Caixa Econômica Federal estava preparando os convênios para os ministérios. Os pagamentos só foram efetuados de 25 de abril em diante, quando os ministros Pedro Malan (Fazenda) e Martus Tavares (Planejamento) baixaram portaria interministerial alterando os limites legais para esses gastos. Pode ter havido coincidência com o período de apresentação do pedido de CPI. Mas o que poderíamos fazer? Deveríamos parar o País, dar calote nas prefeituras, só porque havia um pedido de CPI? Fizemos todos os pagamentos, sem olhar quem era o autor, disse Cordeiro.


