Curitiba - O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse ontem que o governo federal não deve interferir na questão Severino Cavalcanti (PP-PE). O presidente da Câmara Federal enfrenta denúncias de que teria recebido dinheiro para prorrogar o contrato do restaurante Fiorella, no Congresso. Um grupo de parlamentares articula a saída dele da presidência. Severino nega as acusações e se diz vítima de preconceito por ser nordestino.
Na avaliação de Paulo Bernardo, o que fazer com Severino é uma questão para o Congresso, e não para o Executivo. Bernardo voltou a dizer que o governo defende que tudo seja investigado. Mas que a discussão sobre o futuro de Severino cabe aos parlamentares. Após uma rápida passagem à tarde por Ponta Grossa, onde tinha compromissos, Bernardo viajou a Curitiba. À noite, o ministro seria o palestrante do ciclo de palestras do Centro Universitário Positivo (UnicenP). Ele falaria sobre ''Economia Brasileira em Perspectiva''.
Trabalhadores dos Correios na Capital planejavam aproveitar a ocasião para pedir diretamente ao ministro reajuste à categoria, que calcula perdas próximas a 50%. Hoje eles fazem assembléias em todo o País para decidir se entram em greve a partir de amanhã.

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