Planalto mostra preocupação com governabilidade
De olho no comportamento da oposição, o governo insistirá nos próximos meses, em propostas destinadas a evitar que se deteriore a percepção internacional do risco-Brasil. Uma das idéias foi lançada pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, ao sugerir que todas as forças políticas subscrevam um pacto que exclua do confronto eleitoral questões que serão essenciais para o funcionamento do País, tais como o equilíbrio dos orçamentos públicos, a estabilidade monetária e o controle inflacionário.
O sinal dos oposicionistas, no entanto, não apontam nessa direção. Em setembro, eles se associaram à Igreja para promover um plebiscito sobre a conveniência do pagamento das dívidas públicas externa e interna. Os partidos da oposição explicitaram a existência de uma divergência conceitual chave. A perspectiva da moratória levantada por eles afugenta investimentos e pode inviabilizar o financiamento do déficit das contas brasileiras.
Outra divergência: no início de outubro, a oposição questionou na justiça a lei de responsabilidade fiscal. Além disso, a existência de base empírica para que se desencadeie rapidamente uma nova crise de confiança no País. Nos anos 80, o governo Sarney decretou a moratória da dívida externa isolando o Brasil do mercado de crédito internacional. Além disso, um dos candidatos em ascensão nas pesquisas eleitorais, o governador de Minas Gerais, Itamar Franco, decretou em janeiro do ano passado a moratória do governo com a União e revogou o contrato de venda do controle acionário da central elétrica do Estado a capitais norte-americanos. (A.E)





