Planalto faz ofensiva publicitária pró-Lula
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quinta-feira, 05 de janeiro de 2006
João Domingos<br> Agência Estado 
Brasília Na ofensiva do ano eleitoral, o Palácio do Planalto deu início a uma forte campanha publicitária sobre as realizações do governo federal em cinco dos seis Estados mais populosos e no Distrito Federal. A propaganda será levada para os Estados onde há virtuais candidatos a presidente da República e onde a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu desgastes. A campanha custou R$ 20 milhões, foi feita pela agência Lew, Lara, e terá duração de 15 dias, de acordo com informações do Planalto. Foi desenvolvida de maneira a destacar as realizações do governo em cada Estado.
Terça-feira, dentro da ofensiva do governo federal para mostrar suas realizações, o presidente Lula lançou um pacote de obras de infra-estrutura em rodovias, hidrovias e energia que supera tudo o que fez nos três primeiros anos de governo.
Dos seis Estados mais populosos, somente a Bahia, em quarto, não assiste à campanha na televisão, não a ouve no rádio nem a vê em outdoors. A Bahia, porém, não tem pré-candidato de nenhum partido a presidente da República. O programa Bolsa-Família, que será muito explorado como fator de realização social e apelo eleitoral na campanha à reeleição do presidente Lula caso ele decida ser candidato está presente em todas as regiões em que é feita a campanha.
Em São Paulo, são pré-candidatos o governador Geraldo Alckmin e o prefeito José Serra, ambos tucanos. De acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), São Paulo tem 37.032.413 habitantes. O segundo Estado mais populoso do Brasil, Minas Gerais, com 17.891.494 habitantes, tem o governador Aécio Neves (PSDB) como pré-candidato à sucessão de Lula. Terceiro Estado mais populoso, com 14.391.282 habitantes, segundo o IBGE, o Rio de Janeiro tem como pré-candidato o ex-governador Anthony Garotinho (PMDB), feroz opositor do presidente Lula. No Rio Grande do Sul, Estado com 10.187.798 habitantes, o governador Germano Rigotto (PMDB) também é pré-candidato a presidente.
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), foi um dos primeiros aliados do presidente Lula. E agora, também quer disputar a Presidência da República. Por isso o governo federal também levou para o Estado sua campanha. Os 9.563.458 habitantes do Estado poderão ver pela TV, rádio e outdoors propaganda do Bolsa-Família, do Pronaf, do projeto de prevenção à cárie, da criação da Universidade Tecnológica, da grandiosidade de Itaipu e da recuperação da Régis Bittencourt.
A sexta unidade da federação a ver e ouvir a propaganda do governo federal é Brasília, que tem apenas 2.051.146 habitantes. De acordo com informação do Palácio do Planalto, a propaganda na capital é feita para que as pessoas, que vivem próximas do presidente, possam ver as realizações do governo federal. Brasília é governada por um político do PMDB que faz oposição a Lula, Joaquim Roriz; e tem um pré-candidato a presidente, o senador Cristovam Buarque (PDT), ex-ministro da Educação de Lula.


