Planalto está mais preocupado com o apagão
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segunda-feira, 28 de maio de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
Apesar do suspense que o ACM criou em torno do discurso, tanto o Palácio do Planalto como o PFL informam que não há nervosismo em torno da fala do líder baiano. O maior problema do governo hoje é o apagão, e não o ACM, resume um líder governista que tem trânsito livre no gabinete presidencial. Segundo ele, não há estrago pior à imagem do presidente Fernando Henrique Cardoso e à administração dele do que a crise energética.
A estratégia do governo, neste caso, é desdenhar a importância do discurso, até para lhe reduzir o impacto. Tanto que o coordenador político e ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Aloysio Nunes Ferreira, afirma que o governo não montou qualquer esquema para rebater o discurso.
Otimismos à parte, ninguém tem dúvidas de que ACM responderá à altura o discurso de Fernando Henrique aos convencionais do PSDB no dia 19. Foi quando o presidente responsabilizou o PFL pela crise no setor de energia, administrado pelo senador baiano e o grupo dele há mais de uma década.
A avaliação geral dos conselheiros do presidente é a de que não convém polemizar com o senador, a menos que o discurso venha num tom muito ofensivo, o que não está previsto. Se for no tom da crítica, sem ataques pessoais violentos contra o presidente, não vale a pena rebater, argumentou um dirigente nacional do PSDB.


