Brasília - Lideranças do governo Lula buscam formas para retirar da pauta do Congresso a PEC (proposta de emenda constitucional) que permite a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado sem causar prejuízos à base. Para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), considerado um dos principais defensores da reeleição das Mesas Diretoras do Legislativo, a paralisia dos trabalhos ''são feridas deixadas pelas eleições municipais''.
Sarney afirmou que os problemas internos do seu partido não têm relação com a reeleição. ''Esse assunto para mim está acabado. Há dois meses eu digo isto e vocês (jornalistas) sempre me perguntam de novo sobre a reeleição. Só posso responder da mesma forma sempre. Esse é um assunto encerrado.''
O presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), demonstrou irritação ao comentar a PEC da reeleição. João Paulo disse que basta um gesto de qualquer líder partidário, para que o assunto seja encerrado definitivamente. ''Não terei menor problema em analisar a questão.''
A emenda da reeleição já foi rejeitada neste ano na Câmara. Para que a matéria seja promulgada, é preciso que seja aprovada duas vezes no Plenário da Câmara e depois analisada e aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e receba aval do Plenário. Além disso, a promulgação tem de ocorrer logo, já que a substituição dos presidentes das Mesas Diretoras ocorrerá no início de fevereiro de 2005.

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