Planalto ameaça congelar reformas e reajustes
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quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Renata Veríssimo<br>Agência Estado 
Brasília - O governo recorreu ontem a um arsenal mais pesado de ameaças caso a prorrogação da CPMF não seja aprovada pelo Senado. De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o Planalto decidiu operar para suspender no Congresso a votação do Orçamento da União para 2008, adiar o anúncio da nova política industrial e o envio da proposta de Reforma Tributária para o Parlamento, além de não conceder mais nenhum reajuste salarial para o funcionalismo público.
''Estou otimista que vamos conseguir aprovar a prorrogação da CPMF, mas temos que ter prudência porque, se ocorrer de não aprovar, vamos ter que adotar medidas pra resolver o quadro que vai ficar depois disso.'' Sem a CPMF, o orçamento ficará com um rombo nas receitas previstas de R$ 40 bilhões. E o orçamento não pode aprovar gastos sem previsão de receita.
A reforma tributária lidera a lista de reivindicações do setor produtivo. ''A política industrial está pronta, mas o presidente recomendou que não fosse anunciada. Como vou fazer uma medida desonerando tributo se posso perder outra receita importante. Não podemos ser irresponsáveis.''
O ministro disse que o governo vai pedir à Comissão Mista de Orçamento que suspenda a votação da proposta orçamentária até resolver a prorrogação da CPMF. Bernardo admitiu que corre o risco da votação ficar para o ano que vem, embora tenha esperança de aprová-lo antes do recesso de final de ano.
''O Orçamento pode ficar pra última hora, mas o pior é ficar com um rombo de R$ 40 bilhões e ter que correr atrás para resolver esta questão.''


