Brasília - Um movimento conjunto das cúpulas do PT e do PL tentará forçar a renúncia do pré-candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho. E avaliam que, com isso, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, poderia vencer a eleição presidencial no primeiro turno, porque contaria com o PL, o PSB e o PC do B. A primeira missão pró-renúncia de Garotinho deverá encontrar-se com o candidato do PSB na próxima terça-feira.
O comando da movimentação pela renúncia de Garotinho foi entregue ao presidente nacional e líder do PL na Câmara, deputado Valdemar Costa Neto (SP), que, juntamente com o senador José Alencar (PL-MG), reuniu-se, na noite de quarta-feira, com o presidente nacional do PT e outros dirigentes do partido. Além de tratarem da necessidade de unir as oposições, com a retirada de Garotinho, eles decidiram ainda mandar emissários para os Estados para resolver os problemas regionais que impedem a aliança PT/PL.
‘‘Pessoalmente também vou conversar com o Garotinho para que ele desista da candidatura. Ele é novo, pode ser candidato a governador novamente e vencer a eleição para presidente da República daqui a oito anos’’, disse Costa Neto. ‘‘Se ele renunciar à sua candidatura, estará fazendo um bem para o País.’’
O senador José Alencar, como exemplo da força da chapa PT/PL, usou nota assinada pelo deputado Bispo Rodrigues (RJ) e divulgada na quarta-feira, na qual o presidente do PL do Rio de Janeiro pede ao partido que não se coligue com ninguém no primeiro turno. ‘‘Veja bem, o bispo diz na nota que a melhor opção para o País e garantia da estabilidade política, econômica e social, a partir de um programa de governo avançado de distribuição de renda e de geração de empregos, é a chapa encabeçada por Lula’’, disse Alencar.
Bispo Rodrigues, que assina a nota, afirmou que se houver a união dos partidos de oposição, Lula vence no primeiro turno. Defensor de Garotinho, ele apenas sorriu quando foi informado de que o presidente do seu partido lutaria pela renúncia do candidato do PSB.
Bispo Rodrigues afirmou também que a Igreja Universal do Reino de Deus, à qual pertence, ‘‘jamais vai satanizar o candidato Lula’’. Isso, segundo ele, é coisa do candidato do governo.

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