PL deve se coligar ao PT em Londrina
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segunda-feira, 19 de abril de 2004
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O presidente do diretório municipal do PL, vereador Orlando Bonilha, afirmou ontem que o partido deverá se coligar ao PT, do prefeito Nedson Micheleti, nas eleições municipais de outubro.
''Ainda faltam mais alguns entendimentos mas, a princípio, assim como há um entendimento em nível nacional, com o vice-presidente do PL, está praticamente definida a possível aliança'', afirmou Bonilha, descartando a possibilidade de disputar a prefeitura de Londrina, como chegou a cogitar. ''O presidente estadual do PL, Oliveira Filho, esteve em Londrina fazendo convite para eu ser candidato (a prefeito), mas reconheço que preciso buscar mais experiência para que possa no futuro ser candidato a prefeito. Nesta (eleição) vou buscar a reeleição e vamos estar dando apoio, estar caminhando junto com o PT'', completou o vereador.
Uma amostra da aproximação entre os partidos será consolidada hoje, com a posse do diretor-geral da Câmara, Sérgio Plínio (PL), na superintendência da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf). A cerimônia de posse será realizada às 10h30, no gabinete do prefeito.
Segundo Plínio, o convite para participar do primeiro escalão da administração municipal foi feito ao PL, partido ao qual está filiado há pouco mais de um ano. ''O convite veio ao partido e avaliamos. Mesmo tendo apoiado o candidato do PDT nas eleições de 2000, Nedson tem sido um prefeito bem diferente dos anteriores e tem sido bom, no sentido de administrar a casa. A cidade vive um bom momento e o PL estará nesta admnistração'', disse. Além da direção da Câmara cargo indicado por Bonilha, que também preside o Legislativo municipal Plínio foi assessor técnico da presidência da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), e assessor do vereador na legislatura passada.
O presidente do diretório municipal do PT, Jacks Dias, afirmou que ''oficialmente'' ainda não há entendimento com o PL. ''Temos uma proximidade. O PL tem cargos no governo. Temos conversado muito mas não existe oficialmente na direção do PT e do PL, nenhuma definição. Lógico que com uma indicação como esta (Plínio) pode surgir alguma coisa neste sentido (coligação)'', disse Dias.


