Paris e Brasília - A polícia italiana prendeu o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, ex-candidato ao governo do Paraná em 1990. Ele era o único dos condenados do mensalão que estava foragido, desde novembro. Pizzolato falsificou vários documentos do irmão já morto há 36 anos e enterrado em Concórdia (SC).
Segundo a Polícia Federal, além do passaporte com o nome de Celso que lhe garantiu a entrada na Europa, Pizzolato falsificou RG, CPF e título do eleitor do irmão em Santa Catarina em 2007, muito antes de ser condenado.
A PF afirma que em 2008 ele fez um passaporte brasileiro falso em nome do irmão e, em 2010, emitiu um passaporte italiano também em nome de Celso.
Foi de Santa Catarina que Pizzolato deixou o Brasil, a partir da cidade de Dionísio Cerqueira. Ele percorreu 1.300 quilômetros até chegar a Buenos Aires. De lá, pegou um voo para Barcelona, cuja passagem foi comprada pela mulher dele. A PF não sabe, contudo, se ele entrou na Itália por céu ou terra. Na Itália, ele comunicou à polícia ter perdido documentos.
"Não havia nenhum registro de entrada de Henrique Pizzolato em nenhum lugar do mundo. Faltava essa peça para fechar o quebra cabeça", explicou o delegado Luiz Cravo Dórea, coordenador-geral de cooperação internacional da PF. Segundo Dórea, a Itália informou que no ano passado o irmão de Pizzolato requisitou a mudança de status para cidadão residente. Morto num acidente de carro no Paraná, a PF localizou o túmulo dele no interior de Santa Catarina.
O ex-diretor do Banco do Brasil não foi preso por uso de documento falso, mas a pedido do Brasil para fins de extradição. "A ação foi feita a pedido do Brasil, para verificar se é o fugitivo", explica Roberto Donati, oficial de ligação polícia italiana no Brasil. Pizzolato, contudo, também vai responder por uso de documento falso na Itália.

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