O vereador Orlando Bonilha (PDT), pivô da suspensão da cassação de Antonio Belinati (PFL), disse ontem que ficou surpreso com a decisão de José Cichocki Neto. ‘‘Mas recebo a notícia com tranquilidade, até porque ela não anula todo o processo. É uma decisão provisória que cabe recurso’’, afirmou ontem à tarde, na Câmara.
Bonilha voltou a declarar que seu voto foi consciente e não motivado por vingança. Ele lembrou que foi presidente da mesma Comissão Processante (CP) que cassou o prefeito – ele renunciou ao cargo depois das denúncias de tentativa de extorsão – e conhecia bem as acusações.
‘‘Não dei qualquer motivo para me acusarem de votar movido por vingança. Tanto é que até o último momento meu voto era uma incógnita, ninguém sabia’’, acrescentou. Bonilha disse que se ele fosse considerado suspeito na votação, a defesa de Belinati deveria ter ingressado com pedido de suspeição antes do julgamento, como fez com os vereadores Elza Correia (PMDB) e Carlos Santa Rosa (PFL).
Sobre as declarações que deu após a votação, dizendo que ‘‘quem apanha não esquece’’, Bonilha disse que foi apenas um desabafo por conta das acusações que sofreu por parte de Belinati. Ele garantiu que não se arrependeu. ‘‘Eles (Belinati) estavam me atacando, tentando me desestabilizar. Mas não me desestabilizei e meu voto foi consciente.’’
Bonilha também comentou sobre as fitas de áudio e vídeo apresentadas por Belinati, onde ele aparece com o então prefeito e o vereador Jaci Aguiar (PPB) numa suposta ‘‘negociação’’ para barrar uma CP na Câmara. O vereador disse que a fita foi editada e só mostrou trechos que interessavam a Belinati. ‘‘Eu apenas estava no lugar errado e na hora errada’’, lamentou.

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