Curitiba - Não é a primeira vez que a Assembleia Legislativa do Paraná abre uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar grampos telefônicos em órgãos públicos. Em 2006, o policial civil Délcio Rasera, que naquele ano estava cedido ao Palácio Iguaçu, do governo do Estado, acabou sendo o pivô de uma CPI aberta na AL para apurar as relações entre gestores públicos e as interceptações telefônicas clandestinas.
Naquele ano, a base aliada ao então governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), reclamava que a oposição articulava uma CPI para uso eleitoral, já que o peemedebista disputava a reeleição. A CPI durou menos de um mês e o relatório conclusivo não apontava quem seria o ''mandante'' do suposto esquema de grampos telefônicos.
Rasera foi preso e denunciado por ação da então Promotoria de Investigação Criminal (PIC), o atual Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ele responde a um processo na Vara Criminal de Campo Largo por interceptações telefônicas clandestinas, quadrilha armada e advocacia administrativa, além de um outro processo por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Apesar da denúncia ter sido feita há quase cinco anos, Rasera nunca foi julgado.

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