Pitta evita falar de Paulo Maluf após ser acusado de ''traidor''
O prefeito de São Paulo, Celso Pitta (sem partido), negou-se ontem a comentar a declaração de seu padrinho político, Paulo Maluf (PPB), que o chamou de traidor por meio de uma nota oficial divulgada na sexta-feira. No Teatro Municipal, ao fim da cerimônia comemorativa dos 50 anos dos trólebus na cidade, Pitta respondeu a todas as perguntas da mesma forma: Nada a acrescentar.
Foram dez as vezes que o prefeito repetiu a frase em menos de três minutos de entrevista. Pitta referiu-se a Maluf como este senhor e afirmou que já havia dito tudo que pensa de seu mentor político na nota distribuída por ele na quinta-feira.
No comunicado, o prefeito disse que Maluf insiste na questão do impeachment para pôr um ponto final nas investigações e inocentar culpados. Em outro trecho, Pitta questionou as medidas tomadas por seu padrinho político para combater as irregularidades. Se Maluf tivesse o pulso firme que diz ter, este governo não estaria tendo de arcar com heranças por ele deixadas.
Farpas A resposta do ex-patrão e ex-chefe político também foi divulgada por meio de uma nota. Maluf mostrou-se arrependido de ter indicado Pitta para os paulistanos. Maluf ainda acrescentou que o prefeito deveria preocupar-se mais em melhorar a qualidade de vida do paulistano do que em agredi-lo. Na verdade, ele é traidor dos votos que recebeu, até porque sozinho ele não teria voto nenhum, acusou o pepebista. Na campanha para a prefeitura, em 1996, Maluf pediu à população que nunca mais votasse nele se Pitta não fosse um bom prefeito.
As trocas de farpas marcam o distanciamento definitivo entre Maluf e seu sucessor, que tinha a função de manter a prefeitura paulistana vinculada à máquina malufista enquanto o líder pepebista tentava alcançar postos mais altos. Esse rompimento faz parte da estratégia de Maluf, que não quer continuar com sua imagem vinculada à da atual administração.Agência EstadoNada a dizerPitta refere-se a Maluf como este senhor e afirmou que já havia dito tudo que pensa de seu mentor políticoAgência Estado





