Brasília - O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o ex-prefeito Celso Pitta (PTB), o publicitário Duda Mendonça - com parte de sua equipe de publicidade - e o então secretário da Comunicação Social da prefeitura Antenor Braido a devolverem R$ 1,3 milhão aos cofres públicos. Eles são acusados de cometer irregularidades em uma propaganda da Prefeitura de São Paulo.
De acordo com a acusação, a prefeitura anunciou que o atendimento no PAS - um programa de saúde criado pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP) - seria estendido das 19h às 22h a partir do dia 8 de agosto de 1998, durante campanha para governador de Maluf, padrinho político de Pitta. A medida foi suspensa cinco meses depois, em janeiro do ano seguinte.
Segundo o ex-prefeito, a programa do PAS durante o período eleitoral não passou de coincidência. ''Essa é uma associação indevida'', afirmou Pitta. Como a decisão cabe recurso, o ex-prefeito já recorreu. ''Essa ação é objeto de um recurso'', disse. ''Colocamos a nossa posição inconformada contra a decisão da primeira instância.''
Segundo o ex-prefeito, ''não houve nenhum ato em improbidade na divulgação de um fato que a opinião pública precisava ter conhecimento.'' Procurado pela reportagem, Duda Mendonça ainda não retornou contato.

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