Agência Estado
De Brasília
O prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN) vai ter de apresentar bons argumentos para impedir que a sua situação, já difícil, piore ainda mais no depoimento que prestará na quarta-feira na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (Cae). Os senadores vão questioná-lo sobre o refinanciamento da dívida do município. E a expectativa é que tanto os da oposição como os governistas vão se valer da ocasião para marcar posição nas denúncias feitas contra o prefeito por sua ex-mulher, Nicéa Camargo.
O resultado desse complicador político – que traz de volta ao debate o desvio de títulos públicos para pagamento de precatórios – é que a rolagem da dívida deve ficar um bom tempo emperrada no Senado. O relator do projeto de resolução que autoriza a rolagem da dívida paulistana, Romero Jucá (PSDB-RR), lamenta que a situação tenda ao impasse. Na sua avaliação, a demora é favorável a Pitta. No entanto, o senador agumenta que não pode agir com precipitação num assunto dessa natureza.
Segundo ele, o prefeito tem sido beneficiado pelo atraso porque não está pagando a dívida. ‘‘O povo de São Paulo e o próximo prefeito terão de arcar com esse pagamento na sua quase totalidade’’, comentou. Daí porque Jucá se prontifica a conversar com todos os candidatos à sucessão de Pitta que estiverem interessados em debater o prazo de renegociação da dívida.

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