Pires desiste; PMDB apóia Magalhães
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segunda-feira, 30 de março de 1998
Agência Estado 
Arquivo FolhaLuis Eduardo: só dois ainda desafiam sua candidaturaA adesão do PMDB baiano ao PFL e a desistência do ex-governador Waldir Pires (PT) de disputar a sucessão estadual fortaleceram ainda mais a pré-candidatura do lider do governo na Câmara dos Deputados, Luis Eduardo Magalhaes (PFL), a governador do Estado.
O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), entrou pela primeira vez na manhã de ontem na sede regional do PMDB, partido que sempre lhe fez oposição na Bahia, para ouvir a declaração de apoio dos peemedebistas à candidatura do filho.
ACM disse que a coligação liderada pelo PFL pode ser ampliada ainda mais. Ele estava acompanhado do governador Paulo Souto (PFL), de Luis Eduardo, do prefeito de Salvador, Antonio Imbassahy (PFL), e de inúmeros parlamentares pefelistas. Na sede do PMDB, foram recepcionados pelo ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, o líder do partido na Câmara, deputado Geddel Vieira Lima (BA), o presidente regional do partido, deputado federal Pedro Irujo, e parlamentares da legenda. O PMDB decidiu aliar-se ao antigo adversário depois que Lima assumiu o controle da legenda na Bahia em 1997, obrigando a saóda do grupo que defendia uma postura de oposição em relação ao PFL e ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Lima disse que o PMDB tem a oferecer, além do apoio de prefeitos e deputados, a boa estrutura partidária no interior baiano e 20 minutos de tempo de propaganda no horário político. Em contrapartida, os peemedebistas esperam participar do governo de Luis Eduardo caso ele seja eleito. O lider do governo confirmou que o PMDB vai ter uma participação efetiva na futura administração.
Pires decidiu retirar-se da disputa por não ter conseguido unir as oposições em torno do próprio nome. Não consegui fazer (a união); constato isso, disse ontem. Ele se julgava em condições de vencer o PFL se os inconformados com a situação do País se unissem numa mesma luta contra a oligarquia que domina a Bahia há 30 anos. No entanto, viu o projeto cair por terra a partir do momento em que o PSDB baiano preferiu não repetir a postura da eleição passada, quando rompeu com a direção nacional do partido e apoiou o candidato petista Luiz Inacio Lula da Silva. Este ano, os tucanos baianos estão sendo pragmáticos. V~o apoiar a reeleição de Fernando Henrique e, portanto, não querem subir no palanque petista. A direção do PSDB baiano garante que não apóia, por outro lado, o candidato do PFL, e pretende lançar candidatura própria para a sucessçao estadual.
Com Pires provavelmente disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados, sobram como candidatos da oposição, anunciados, o prefeito de Irecê, Beto Lelis (PSB), e o ex-governador João Durval Carneiro (PDT), que foi derrotado na eleição passada por Souto.
União O deputado federal Milton Temer (PT-RJ), um dos lideres da ala radical do partido, disse ontem que é favorável ao acordo nacional entre PT e PDT - a despeito das críticas feitas pelo pre-candidato a vice-presidente e ex-governador do Rio Leonel Brizola a alguns petistas.
O ex-governador comparou os radicais do PT aos seguidores de Hitler na Alemanha nazista e disse estar muito irritado com a oposição de líderes petistas à pré-candidatura do prefeito de Campos, Anthony Garotinho (PDT), ao governo do Estado em chapa única com o PT. A ala radical do partido defende o nome do ex-deputado federal petista Wladimir Palmeira para a cabeça de chapa.
Temer espera, no entanto, que o ex-governador apresente um desmentido oficial das declarações. Aceito essa formalidade, disse. Acho que o PT tem obrigação até judicial de pedir a confirmação dessas declarações. Irritado com as declaraçõe do ex-governador, Temer afirmou ter o maior respeito pelo batalhador Brizola, a despeito de ele ter apoiado os integralistas contra os comunistas quando era governador do Rio Grande do Sul.


