Piora desempenho de FHC, revela consulta popular
Gecy Belmonte
Agência Estado
De Brasília
O desempenho do presidente Fernando Henrique Cardoso à frente do governo piorou, segundo a pesquisa CNT-Vox Populi, 16ª rodada, realizada com 2.008 entrevistados, entre os dias 3 e 5 deste mês, em 24 unidades da federação. Segundo a pesquisa, divulgada ontem, a avaliação negativa atingiu 53% contra 51% registrados no mês de maio. FHC vive o seu pior momento dos dois governos.
A pesquisa procurou saber a opinião dos entrevistados com relação a sustentação do Plano Real, relacionamento com deputados e senadores, comunicação com a população e preocupação com problemas sociais, além da liderança sobre ministros e auxiliares. Nessas questões, os entrevistados deram notas de 1 a 5, sendo 1 péssimo e 5 ótimo.
Para 70% dos entrevistados, a atuação do presidente com relação aos problemas sociais, varia de 1 a 2, ruim ou péssima; 67% consideram ruim ou péssimo a comunicação com a população; 52% também consideram ruim ou péssimo a sustentação do plano Real e 49% também acham ruim ou péssima a liderança do presidente com relação a ministros e auxiliares.
Para 52% dos entrevistados, o presidente deveria afastar qualquer autoridade do governo envolvida em corrupção para melhorar a sua imagem, enquanto 27% disseram que ele deveria demonstrar maior empenho em resolver os problemas sociais.
No momento em que o presidente Fernando Henrique Cardoso avalia a conveniência de fazer uma reforma ministerial, a pesquisa mostra que para o brasileiro (56% dos entrevistados) a equipe de governo gasta muito tempo com intrigas e os ministros agem de acordo com os seus próprios interesses (53%).
Para 45% das pessoas ouvidas, a equipe é desunida e não segue (33%), ou segue parcialmente (34%) a orientação do presidente. Só 20% dos entrevistados acham que a equipe segue integralmente a orientação presidencial. Isso demonstra que o presidente deve fazer uma reformar ministerial urgente, constituindo uma equipe mais coesa e mais operante, avalia o presidente da CNT, Clésio Andrade.





