PIONEIRAS - Representação feminina continua pequena
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de novembro de 2010
Fábio Galão<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A partir das transformações sociais ocorridas no século XX, as mulheres vêm exercendo cada vez mais influência em todas as áreas, incluindo a política. Entretanto, a participação delas nesse setor ainda está longe de representar à altura a importância que o sexo feminino adquiriu em outros segmentos nas últimas décadas.
Segundo uma pesquisa divulgada em março pela consultoria Deloitte & Associados, apenas 10% dos países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) tinham mulheres como chefes de Estado.
No Brasil, nas últimas eleições para governadores, somente duas mulheres saíram vencedoras, uma a menos na comparação com o pleito de 2006. De acordo com a mais recente Pesquisa de Informações Básicas Municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009 apenas 9% das 5.565 prefeituras do País eram chefiadas por mulheres. No Paraná, a proporção era ainda menor, 8% (32 mulheres entre 399 administradores).
A representação no Legislativo também é pequena. A bancada feminina no Congresso Nacional será, a partir de 2011, praticamente a mesma em termos numéricos. Atualmente, há 45 mulheres em exercício na Câmara Federal e 10 no Senado. A partir do próximo ano, serão 45 deputadas e 12 senadoras. Esses números podem mudar conforme decisões da Justiça Eleitoral.
O Paraná, que não tem representantes femininas nas duas casas, terá três a partir do próximo ano: uma senadora (Gleisi Hoffmann, do PT) e duas deputadas (Cida Borghetti, do PP, e Rosane Ferreira, do PV). Por outro lado, o número de mulheres na Assembleia Legislativa não sofreu alterações: assim como em 2010, serão quatro na próxima legislatura.


