Curitiba - O presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), o ex-governador Paulo Pimentel, esteve reunido anteontem com o governador Roberto Requião (PMDB) e, mais uma vez, pediu sua liberação da presidência da Copel. De acordo com o vice-governador, Orlando Pessuti, que transmitiu a informação, Pimentel quer sair da Copel para retornar ao comando de seu grupo de comunicação. ''Se o pedido vai ser aceito ou não depende do governador'', disse Pessuti. O grupo de comunicação do ex-governador inclui os jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná, além da TV Iguaçu.
Paulo Pimentel já pediu sua liberação da Copel pelo menos em três ocasiões, mas Requião nunca aceitou sua saída da empresa. ''Eu sei que o governador gostaria que ele continuasse dirigindo a Copel, em função do que ele já fez em benefício do Paraná'', avalia o vice-governador. Ontem, após a reunião do secretariado, Requião não quis comentar o assunto. Questionado sobre o pedido de Pimentel, limitou-se a dizer que não há motivos para Pimentel sair da empresa, uma vez que vem fazendo ''uma belíssima gestão frente à Copel''.
Informações extraoficiais dão conta de que Pimentel deve ficar na Copel pelo menos até o final do mês, a pedido de Requião, para finalizar as negociações entre a Petrobras, governo federal e a empresa norte-americana El Paso.
Na próxima semana, Requião e Pimentel viajam a Brasília para tratar de questões da El Paso, sócia da Copel na UEG Araucária. Essa viagem está confirmada na agenda de Pimentel.
O governo do Paraná tem interesse na concretização dessa negociação. A Petrobras quer comprar a participação da El Paso na usina termoelétrica UEG, de Araucária, um negócio no valor de U$ 100 milhões. Caso a negociação se concretize, a El Paso deve encerrar a ação judicial proposta contra a Copel, por quebra de contrato, que pleiteia o pagamento de U$ 800 milhões.
O vice-governador confirmou, também, a disposição de Requião de trazer para o governo do Estado alguns ex-prefeitos de sua base aliada, que encerraram o mandato. Entre eles, citou os ex-prefeitos de Lapa, Paulo Furiatti; de Foz do Iguaçu, Samis da Silva; de Colombo, Bete Pavin; e de São José dos Pinhais, Nedson Karan, todos do PMDB, e de Ponta Grossa, Péricles Mello (PT). Pessuti explicou que o governo tem cargos a preencher na Sanepar, EcoParaná, Paraná Turismo, Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e Copel. Procurado pela Folha para comentar o assunto, Pimentel ficou de retornar as ligações, o que não ocorreu até o fechamento desta edição. (Colaborou Maria Duarte)

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