Pimentel e Mussi brigam por dívida de R$ 25 mi
Curitiba - Outra briga que é antiga, mas ganhou recentemente as páginas de jornais envolve a família do ex-governador Paulo Pimentel, que responde no governo Roberto Requião (PMDB) pela Copel. Pimentel é sogro do secretário de Estado de Indústria, Comércio e Assuntos de Mercosul, Luís Guilherme Mussi. No último dia 8 de julho, Pimentel que é proprietário da Editora O Estado do Paraná publicou em vários jornais de circulação estadual uma ''declaração à praça'' dizendo que depois de 53 anos de existência estaria prestes a sofrer o primeiro protesto de título de crédito.
Os portadores das promissórias que seriam protestadas seriam Luís Mussi e Yvone Pimentel Mussi, filha de Paulo Pimentel. Os dois, segundo nota oficial, estariam se ''escondendo'' atrás de uma pessoa jurídica intitulada LYM Administração e Participações Ltda. A publicação não traz os reais motivos das divergências financeiras, apenas sinaliza que o ''incidente tem origem em um desentendimento familiar''. Entretanto, a nota deixa claro que foram tentadas ''várias alternativas visando uma solução amigável''.
Paulo Pimentel, controlador acionário da editora que engloba ainda uma emissora de televisão, dá claros sinais de que a aparente harmonia entre os dois integrantes do Governo Requião acabou. A nota diz ainda que ''o excesso de tolerância de nosso lado e a tentativa de evitar o confronto fizeram com que aceitássemos sucessivas substituições de documentos, o que não impediu a deflagração da iniciativa belicosa por parte de Mussi''. A nota diz que a editora está pronta para enfrentar a briga na Justiça.
A reportagem da Folha entrou em contato ontem com a Editora O Estado do Paraná, mas ninguém quis falar oficialmente. Pimentel não foi encontrado ontem e, apesar dos recados, não retornou as ligações. Luís Mussi foi encontrado pela Folha, mas não quis comentar o caso. ''Não tenho nada a declarar, por enquanto'', disse ele. Luís Mussi administrou as empresas de Pimentel em duas oportunidades: entre 1977 e 1987 e durante quatro meses do ano de 2001. Nesta última passagem pelo Grupo Paulo Pimentel, ele teria utilizado recursos próprios para sanear a empresa. Os valores chegariam corrigidos a R$ 25 milhões. (L.P.)





