Pimentel conversa com FHC, mas ainda em deslealdade
A conversa do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com o ex-governador Paulo Pimentel, ontem, em Brasília, não acabou com o mal-estar no PFL do Paraná. Pimentel desembarcou em Curitiba sinalizando que ainda não assimilou a decisão do governador Jaime Lerner (PFL) de escanteá-lo da chapa majoritária que vai concorrer às eleições em outubro. Pode ser que eu dê algumas chumbadas. O Lerner foi desleal comigo, declarou.
Pimentel relatou que, na conversa com Fernando Henrique, o presidente deixou claro que não teve participação no episódio articulado pelos aliados de Lerner às vésperas do fim do prazo para o registro das candidaturas. Segundo o ex-governador, Fernando Henrique disse que teve participação quase zero neste episódio desagradável. Ele me falou que se limitou a fazer uma carta ao Álvaro (Dias), assinalou Pimentel.
O ex-governador acha muito cedo ainda para dizer se vai romper ou não politicamente com os setores do PFL que respaldaram a troca de posições. Lerner evitou falar no assunto ontem. Além de paralisado pela legislação eleitoral, o assunto não lhe agrada. Limitou-se a afirmar que a mexida foi normal e que foi feita de acordo com a sua intuição. Eu queria o Paulo para o Senado, mas infelizmente ele não aceitou, ressaltou.
A presença do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Aníbal Khury (PFL), ontem na inauguração da Chrysler em Campo Largo foi um sinal de que a crise interna não deve se estender. Khury já admitiu que a sua intenção em emplacar Pimentel como vice não vingou e que acata a decisão do PFL que preferiu repetir a chapa de 94: Lerner, governador e Emília, como vice-governadora. (L.D)





