Curitiba Os advogados do empresário Paulo Pimentel (PMDB) conseguiram ontem uma liminar suspendendo a veiculação da propaganda eleitoral que acusa o candidato a senador de ser um ''colecionador de aposentadorias''. A propaganda, exibida no horário eleitoral gratuito reservado ao PTC no rádio e na tevê, acusa Pimentel de receber pensões da época em que foi governador e deputado, além da aposentadoria normal paga pelo INSS.
O juiz ainda não decidiu se concederá direito de resposta ao PMDB. O advogado do partido, Luiz Carlos Delazari, pretende entrar com novas representações contra o PTC. ''É um partido que está a serviço do deputado Tony Garcia (PPB), formado por gente ligada a ele. O PTC já foi condenado a retirar a propaganda com a imagem do deputado e agora está fazendo uma contra-propaganda, atacando o Paulo Pimentel'', analisa. Garcia foi procurado pela reportagem ontem à tarde, mas não retornou a ligação.
A liminar não foi a única vitória do PMDB na Justiça Eleitoral ontem. Os advogados do partido tiveram sete decisões a seu favor em representações contra os programas da coligação Vote 12. No total, Alvaro Dias (PDT) perdeu cinco minutos de seu horário eleitoral por ter utilizado o tempo reservado para candidatos a deputado para promover sua própria candidatura. A pena pode ser ainda maior após o juiz definir a punição para três representações contra Alvaro que já foram julgadas.
As ações do PMDB na Justiça contra a coligação de Alvaro traduzem a briga entre os dois pela liderança da corrida eleitoral. Na semana passada, o bombardeio partiu da própria coligação de Alvaro que, através de várias medidas judiciais, conseguiu retirar 8 minutos e 30 segundos da propaganda de Requião.

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