Pimentel confirma saída da Copel
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), o ex-governador Paulo Pimentel, confirmou ontem em entrevista à Folha que deixa a presidência da Copel até o final deste mês. Apesar de deixar o governo, Pimentel frisou que continua como aliado do governador Roberto Requião (PMDB) e que continua no PMDB partido pelo qual disputou uma vaga no Senado em 2002, mas não se elegeu.
''Minha decisão (de deixar a Copel) é definitiva, saio até o final de janeiro. Mas continuo sendo amigo e admirador do governador'', declarou Pimentel. Ele vai se dedicar a seu grupo de comunicação, que inclui os jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná, além das TVs Iguaçu (Curitba), Tibagi (Apucarana), Naipi (Foz) e Cidade (Londrina). O ex-governador disse que está há 44 anos no jornalismo, o que para ele é uma paixão. Ele não adiantou se tem eventuais planos políticos para o futuro.
Requião não se manifestou publicamente sobre o pedido de afastamento de Pimentel, que já havia pedido liberação da Copel pelo menos em três ocasiões, e em todas nunca havia aceitado sua saída da empresa. Desta vez, segundo Pimentel, o governador concordou. ''Foi uma conversa tranquila'', disse Pimentel. Os dois conversaram na segunda-feira. Por enquanto, Pimentel tem despachado normalmente na sede da Copel.
A última grande missão do ex-governador como presidente da companhia de energia é uma reunião em Brasília, na semana que vem. Ele e Requião pretendem finalizar as negociações entre a Petrobras, o governo federal e a empresa norte-americana El Paso, sócia da Copel na UEG Araucária.
O Palácio Iguaçu tem interesse na concretização da negociação. A Petrobras quer comprar a participação da El Paso na usina termoelétrica UEG, de Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), um negócio no valor de US$ 100 milhões. Caso a negociação se concretize, a El Paso deve encerrar a ação judicial proposta contra a Copel, por quebra de contrato, na qual pleiteia o pagamento de cerca de U$ 800 milhões.
O cargo que Pimentel deixará vago fará parte de uma reengenharia que pode acontecer em breve no governo. Devem ser acomodados aliados que não conseguiram se reeleger em outubro, como o ex-prefeito da Lapa Paulo Furiatti (PMDB) e o ex-prefeito de Ponta Grossa Péricles Holleben de Mello (PT). Também estão cotados para serem chamados a ex-prefeita de Colombo Beti Pavin e o ex-prefeito de Foz do Iguaçu Sâmis da Silva, ambos do PMDB. Furiatti, por exemplo, está em Camboriú (SC), e a Folha não conseguiu contato com ele até o fechamento desta edição, para comentar uma possível participação na administração Requião.
Pimentel disse que não sabe quem o substituirá no comando da Copel, pois esta é uma decisão exclusiva do governador. E preferiu não sugerir nomes, para não gerar especulações.


