Curitiba - As pretensões do governo em comprar o controle acionário das Centrais Elétricas do Rio Jordão S/A (Elejor) para a Copel e a Fundação Copel eram outros pontos que prometiam debates mais esquentados na reunião. O presidente da Copel e ex-governador do Paraná, Paulo Pimentel, fez questão de explicar pessoalmente os dois assuntos.
Um dia antes, Pimentel também esteve na Assembléia Legislativa para prestar explicações aos deputados, que aprovaram a mensagem do governo que autoriza a Copel a assumir o controle acionário da Elejor. Para isso, a Copel, que já detém 40% das ações das Centrais, quer comprar os 30% de ações pertencentes à empresa Triunfo. ''Tem gente que pensa que é um mau negócio, mas não é. Com um quadro de falta de energia elétrica a partir de 2008, a Copel, que hoje tem excesso de oferta, poderá garantir o Paraná, que vai precisar dessa energia'', disse.
No caso da Fundação Copel, o Ministério Público (MP) Federal pediu o apoio da Polícia Federal para investigar melhor a denúncia de suposta gestão fraudulenta por parte da diretoria da Fundação, o fundo previdenciário dos funcionários da Copel, entre janeiro e novembro de 2003, primeiro ano do Governo Requião. Entre os indícios de irregularidades, levantados pela Kroll (empresa internacional de investigação), a Fundação teria comprado R$ 68 milhões em participações nas empresas de pedágio. (M.G.)

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