Agência Estado
De Brasília
O ministro das Comunicações Pimenta da Veiga afirmou que o governo deve passar a dar mais ênfase à administração do País, sem dar atenção exclusiva às reformas constitucionais, de forma a evitar que se caia em uma paralisia.
‘‘O esforço para aprovar as reformas em vigor foi uma coisa fantástica, mas agora tem que administrar o País; vamos cuidar da administração e fazer o necessário’’, afirmou. Esta semana, também o presidente Fernando Henrique Cardoso deixou claro que o governo está encerrando a fase de dedicação exclusiva às reformas, passando a cuidar mais da vida cotidiana. ‘‘Já fizemos tantas reformas que não podemos pegar o sarrafo e colocar cada vez mais para frente’’, completou.
O que não se pode imaginar, na opinião do ministro, é
que o País possa ficar parado dez anos esperando a conclusão de todas as reformas necessárias. O ministro ponderou que é necessário questionar se há condições políticas para ‘‘parar o Brasil’’ até que todas estas mudanças sejam devidamente concluídas. Lembrou também que as necessidades de novas reformas poderão passar a ser maiores caso o governo opte por insistir em se dedicar exclusivamente às reformas, deixando a ‘‘economia estacionada ou regredindo’’.
Para o ministro das Comunicações, as reformas já conseguidas pelo governo federal
permitirão que o País retome a trajetória do crescimento e do desenvolvimento econômico de forma não inflacionária. ‘‘É desejável fazer a reforma tributária, concluir a reforma da Previdência e aprovar a reforma política, mas, se isto não acontecer, não será o fim do mundo’’, disse.