Curitiba - O Ministério Público irá designar mais dois promotores para investigar o assassinato do presidente do PT municipal em Imbituva, Oscar Faccini, morto na sexta-feira passada. Segundo a procuradora-geral de Justiça, Maria Teresa Uille Gomes, dois representantes da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) irão colaborar nas diligências para descobrir o autor dos três disparos que mataram o petista.
A procuradora-geral reuniu-se ontem com representantes do PT para discutir o caso. Segundo o vice-presidente estadual do partido, Márcio Pessatti, a morte de Faccini teve cunho político. ''Ele vinha fazendo denúncias contra representantes da prefeitura e da indústria madeireira. Nós estamos reunindo essas denúncias em um dossiê que será entregue ao Ministério Público, para que sejam tomadas providências'', afirmou.
Os dirigentes do PT irão se reunir hoje com o secretário da Segurança Pública, José Tavares, para pedir agilidade nas investigações. A Polícia Civil de Imbituva prendeu no sábado um vigia suspeito de ter cometido o crime, mas aguarda resultados de perícias do Instituto Médico Legal (IML) para detectar se há presença de pólvora nas mãos do suspeito. O vigia, que não teve seu nome divulgado, foi denunciado por Faccini ao Conselho Tutelar de Imbituva por ter supostamente abusado sexualmente de suas filhas gêmeas.
Segundo o delegado-chefe de Ponta Grossa, Noel Muchinski da Motta, outras hipóteses estão sendo investigados pela polícia. ''Por ser muito combativo, ele teve atritos com várias pessoas da política local. Vamos continuar seguindo outras linhas de investigação enquanto esperamos o resultado da perícia do IML'', afirmou. O delegado deve tomar depoimentos de pessoas ligadas à prefeitura hoje pela manhã.

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