Curitiba - O Conselho Superior do Ministério Público (MP) acolheu o pedido da Promotoria de Investigação Criminal (PIC) do Paraná para a formação imediata de uma ''força-tarefa'' capaz de substituir o trabalho que era desempenhado pelos policiais militares do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) -desfeito por determinação do governador Roberto Requião (PMDB) que requisitou os profissionais para outras unidades da Polícia Militar. O Gerco estava empenhado em investigar, entre outras coisas, o esquema de escutas telefônicas ilegais supostamente liderado pelo policial civil preso Délcio Rasera -que atuava dentro da Assessoria da Governadoria, no Palácio Iguaçu.
No pedido, conseguido pela reportagem da Folha, os promotores falam sobre a pressão que estariam sendo alvo. São citadas as representações propostas contra os promotores -por Rasera e pela coligação Paraná Forte, de Requião- junto à Corregedoria-Geral do MP e a sindicância instaurada pelo Comando-Geral da Polícia Militar para apurar as atividades desempenhadas pelos policiais que atuavam junto à PIC.
O MP deverá apresentar, na semana que vem, um plano de necessidades para o procurador Geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo, para formação da força-tarefa (recursos humanos e materiais). A nova sede da PIC deverá ser instalada no bairro Bigorrilho, em Curitiba, na Rua Jacarezinho.

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