As divergências entre filiados de duas alas no diretório do Partido Humanista da Solidariedade(PHS) de Londrina deverão ser atenuadas com a interferência da executiva estadual e da Comissão de Ética do partido. Embora considere que o grupo do vereador Rubens Canizares seja tão importante quanto ao da presidente do diretório local, Flávia Romagnoli, o presidente atual da executiva estadual, vereador Valter Viana, de Maringá, acha que ''problemas de convivência terão que ser resolvidos internamente, não há como a executiva optar por um ou outro''.
Na próxima quarta-feira, o presidente da executiva, juntamente com o vice-presidente Márcio Navaro, de Marialva, e o presidente da Comissão de Ética, Evandro Araújo, também de Marialva, deverão retornar a Londrina para entregar a Flávia e Canizares o relatório sobre o pedido de intervenção em Londrina. ''O processo eleitoral foi avaliado e está correto, conforme determina o estatuto do partido'', adiantou Viana.
Porém, segundo ele, a denúncia apresentada por Canizares de que grande parte dos votos vieram de correligionários que não estavam em dia com as finanças foi discutida com profundidade. ''Embora isto esteja no estatuto, não poderiámos acatar o pedido de intervenção, senão teríamos que intervir em mais de 90% dos 70 diretórios no Estado'', admitiu.
A direção do PHS optou, no momento, por corrigir o problema, mas, a partir das próximas convenções municipais, em 2005, as executivas municipais só poderão aceitar votantes que não estejam em débito com o partido.
Embora tenha ingressado com recurso na Comissão de Ética Estadual contra o processo eleitoral e a convenção municipal, realizada em março, o único representante da legenda na Câmara Municipal, Canizares disse na última sexta-feira que está disposto à conciliação e ao entendimento com a atual executiva. ''Estou pensando no partido e não nas diferenças pessoais'', afirmou.
Mas fez questão de dizer que ''a conciliação ocorrerá somente, desde que sua participação no processo eleitoral do ano que vem não seja excluída e nem que seu nome seja vetado à reeleição''. O vereador não concorda com as opiniões de alguns filiados que querem limitar sua participação. ''Qualquer candidato está exposto a isto, a perder votos na urna'', desafiou Canizares.
Para a presidente do diretório em Londrina, não existe qualquer impedimento em relação à participação de filiados no diretório. ''De minha parte, como coordenadora, estou aberta ao entendimento e à participação de todos.'' Entretanto, reconheceu, que há um setor mais antigo na legenda que declara publicamente as divergências de atuação e de condução da campanha eleitoral feita por Canizares. ''Os candidatos reclamam da desprorpocionalidade da estrutura de campanha entre eles e o vereador'', reconheceu Flávia.

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