Quatro membros do PHS em Londrina foram expulsos do partido pela Executiva estadual e pela comissão provisória interventora municipal da sigla.
As expulsões, por infidelidade partidária, foram decididas em uma reunião realizada na noite de segunda-feira, e são resultado do conturbado processo enfrentado pela sigla durante o período das eleições municipais. A confusão teria sido iniciada em junho, quando desentendimentos internos levaram o diretório estadual do PHS a decretar a intervenção no diretório municipal.
O diretório de Londrina, presidido por Flávia Romagnolli não reconheceu a intervenção alegando que o estatuto do partido não prevê a dissolução sumária da comissão executiva municipal, e registrou a coligação com o PMN nas chapas proporcional e majoritária.
No entanto, a comissão provisória interventora municipal se coligou com o PT de Nedson Micheleti na majoritária, que chegou a indicar Edson Kishima (PHS), conhecido como Shoyu, para compor a chapa como candidato a vice-prefeito. As coligações com o PMN foram anuladas pela Justiça Eleitoral e os desentendimentos no partido fizeram com que Shoyu desistisse da candidatura, cedendo lugar para o petista Luiz Fernando Pinto Dias. Além de Flávia, também foram expulsos do partido Miguel Ramos, Luiz Carlos Oliveira e Hélio Batistella.
''Eles (filiados expulsos) foram os maiores incentivadores para o não cumprimento das diretrizes da estadual. Não acataram as diretizes definidas, que deveríamos coligar ao Nedson Micheleti (prefeito reeleito pelo PT) e trabalharam contra os companheiros que seguiram a nossa orientação. Durante todo o processo, difamaram os dirigentes e não acataram o que havíamos definido'', justificou o presidente do PHS no Paraná, Valter Viana. ''A questão de Londrina chegou em um patamar insustentável de ofensa a minha pessoa, às pessoas do partido. Tentamos diálogo e como não foi possível tivemos que tomar essa decisão. Não temos hoje o vice-prefeito porque esse grupo atrapalhou o processo e o companheiro Shoyu não aguentou e desistiu'', complementou.
Segundo Viana, dentro de dez dias será nomeada uma nova comissão provisória para Londrina. Viana ainda afirmou que há possibilidade de recurso na comissão de ética.
A reportagem tentou entrar em contato com Flávia, mas foi informada que ela estaria viajando. Ramos disse que somente irá se manifestar após ser oficialmente notificado pelo partido. ''Eu não estou sabendo de nada. Não fomos comunicados e é estranho (a expulsão) porque no nosso estatuto, a executiva não tem nem poder para isso'', disse. Os outros membros do PHS que foram expulsos não foram localizados pela reportagem.

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