O vereador Eloir Valença (PHS) terá que apresentar em até 15 dias uma defesa ao seu partido a respeito das ''acusações amplamente divulgadas pela imprensa'' sobre seu suposto envolvimento no esquema de compra de votos na Câmara de Londrina. O Ministério Público (MP) do Estado acusa o vereador de corrupção passiva, usando como base dados coletados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no mês passado, sustentando que o vereador teria aceitado vantagem indevida para votar favoravelmente ao prefeito Barbosa Neto (PDT). Eloir ficou preso cinco dias a pedido do Gaeco.
O documento foi recebido e assinado por Valença às 15h27 de ontem. O secretário da Executiva do PHS, Luiz Antônio Pinheiro, quem levou a notificação ao vereador, ressaltou que se ele não apresentar a defesa ou não convencer o partido, ''poderá ser expulso''. ''Queremos que ele se defenda sobre tudo isso que foi divulgado na imprensa. Que ele explique por que ele faltou na primeira votação da Comissão Processante, sobre as denúncias de corrupção, tudo'', explicou o secretário. Mesmo que não seja expulso, Eloir pode receber uma advertência do partido ou mesmo não conseguir legenda para disputar à reeleição, em outubro.
O documento recebido pelo vereador, assinado pelo presidente local do PHS, Marcos Defreitas, ressalta que há um documento, ''protocolado no dia 11/5 pelo filiado Eduardo Moresco, solicitando a aplicação de penalidades previstas no Estatuto do PHS'' ao vereador.
Valença informou que iria analisar melhor sua situação e o documento antes de comentar o assunto.

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