A Executiva do PHS de Londrina abriu na manhã de ontem o processo de expulsão do vereador Eloir Valença - seu único representante na Câmara de Vereadores - por se abster na votação que levou à cassação do pedetista Barbosa Neto da prefeitura. Segundo o presidente local da legenda, Marcos Defreitas, o vereador foi ''covarde'' por não obedecer a indicação do partido nem manter sua postura pelo arquivamento da denúncia.
O PHS tinha fechado questão para que o vereador votasse pela cassação do mandato do pedetista, mas o vereador sinalizou no início da tarde de segunda-feira que queria votar ''sem interferência da executiva do partido'', conforme ''sua consciência''.
Valença foi o único vereador que se manifestou no plenário da Câmara no dia da sessão de julgamento, alegando que estudou o relatório final da Comissão Processante (CP) e pediu conselho para um jurista. ''O que está acontecendo hoje (segunda-feira) é um grande equívoco'', disse no microfone. Nesse momento, deu-se como certo que ele votaria pela permanência do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) no Executivo, mesmo assim, ele se absteve da decisão.
O processo de expulsão leva um tempo, mas o presidente não soube explicar o trâmite. ''Nosso advogado está estudando o estatuto do PHS para definir esses prazos. Mas provavelmente ele será expulso, porque temos o apoio da executiva estadual. O vereador sabia da nossa postura'', finalizou Defreitas. Se for expulso do partido, o vereador ficará sem legenda para concorrer às eleições de outubro.
O vereador não foi localizado ontem para comentar o assunto, mas em entrevista na segunda-feira, logo depois da sessão, Valença defendeu que ''não achou nada no relatório que incriminasse'' o prefeito. ''Temos que respeitar a maioria, mas a cassação é desproporcional.'' Questionado se achava que seu voto poderia prejudicá-lo, ele afirmou que estava ''repensando a candidatura''. (Colaborou Edson Ferreira)

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